Setembro Amarelo: quando as apostas nos jogos deixam de ser diversão e viram sinal de alerta
02/09/2026
Setembro Amarelo: quando as apostas nos jogos deixam de ser diversão e viram sinal de alerta

Apostas esportivas, cassinos on-line e outros jogos de azar podem começar como entretenimento. Mas, para algumas pessoas, esse hábito passa a ocupar espaço demais na rotina e deixa de ser apenas diversão.

Quando existe dificuldade para controlar o impulso de apostar, mesmo diante de prejuízos, o jogo pode se transformar em um problema de saúde mental. Dívidas, culpa, vergonha, conflitos familiares, isolamento, ansiedade, insônia e sensação de perda de controle são sinais que merecem atenção.

No Setembro Amarelo, mês de prevenção ao suicídio, falar sobre esse tema é importante. Em alguns casos, o sofrimento associado à dependência em jogos pode se intensificar e aumentar o risco de pensamentos autodestrutivos.

Sinais que não devem ser ignorados

Alguns comportamentos podem indicar que a relação com os jogos de azar se tornou prejudicial:

- Gastar mais dinheiro do que o planejado.

- Tentar parar ou reduzir as apostas e não conseguir.

- Esconder perdas financeiras da família.

- Apostar para “recuperar” prejuízos.

- Deixar compromissos, trabalho ou relações em segundo plano.

- Sentir ansiedade, irritação ou culpa após jogar.

- Usar o jogo como fuga para problemas emocionais.

Perceber esses sinais cedo pode ajudar a evitar que a situação se agrave.

Como a Cemig Saúde pode ajudar

A Cemig Saúde conta com uma rede de cuidado preparada para acolher diferentes necessidades de saúde mental. Por meio do Conexão Saúde, o beneficiário pode contar com médico de referência, psicologia e equipe multiprofissional para avaliação, orientação e encaminhamento conforme cada caso.

A Linha de Cuidado para Saúde Mental também ajuda a organizar esse acompanhamento de forma contínua, considerando a história, o contexto e os sinais apresentados por cada pessoa.

Se o jogo deixou de ser diversão e passou a trazer sofrimento, não espere chegar ao limite. Conversar com alguém de confiança e procurar apoio profissional pode abrir novos caminhos.

Em situações de sofrimento intenso ou risco imediato, procure um serviço de urgência. O CVV (Centro de Valorização da Vida) também oferece apoio emocional gratuito e sigiloso pelo telefone 188, 24 horas por dia.