Julho Amarelo: prevenção e diagnóstico precoce são essenciais no cuidado com as hepatites virais
Campanha chama atenção para infecções que atingem o fígado e que, muitas vezes, podem evoluir sem sintomas aparentes
O mês de julho é marcado pela campanha Julho Amarelo, dedicada à conscientização sobre as hepatites virais. Essas infecções atingem o fígado e podem causar alterações leves, moderadas ou graves. Em muitos casos, porém, a doença evolui de forma silenciosa, sem sintomas evidentes no início.
Quando os sintomas aparecem, podem incluir cansaço, febre, mal-estar, enjoo, vômitos, dor abdominal, urina escura, fezes claras e pele ou olhos amarelados. Como esses sinais podem ser confundidos com outras condições, a avaliação médica e a realização de exames são fundamentais para o diagnóstico adequado.
As hepatites virais podem ser causadas por diferentes vírus, como os tipos A, B, C, D e E. As formas de transmissão variam: algumas estão relacionadas ao consumo de água ou alimentos contaminados e à falta de higiene adequada; outras podem ocorrer pelo contato com sangue contaminado, relações sexuais sem preservativo, compartilhamento de objetos cortantes ou perfurantes e uso de materiais não esterilizados em procedimentos de saúde, estética, tatuagem ou piercing.
De olho na prevenção!
A prevenção envolve atitudes simples, mas importantes: lavar bem as mãos, consumir água tratada e alimentos higienizados, usar preservativo nas relações sexuais, não compartilhar alicates, lâminas, escovas de dente, agulhas ou seringas, e exigir materiais descartáveis ou devidamente esterilizados em procedimentos.
As vacinas contra a hepatite A e B estão previstas no calendário oficial de vacinação do Ministério da Saúde e são ótimas aliadas na prevenção das doenças. Como as orientações podem variar conforme idade, histórico de saúde e situação vacinal, é importante consultar os canais oficiais e conversar com um profissional de saúde.
Diagnóstico precoce e acompanhamento médico
Nos casos em que há a contaminação, o diagnóstico precoce permite iniciar o acompanhamento adequado, reduzir riscos de complicações e orientar medidas de cuidado para evitar novas transmissões. Por isso, mesmo quem se sente bem deve manter consultas e exames em dia, principalmente quando há fatores de risco ou histórico de exposição.
Se você tem dúvidas sobre o assunto, procure sua equipe de referência do Conexão Saúde. Afinal, a informação também é parte essencial do cuidado com a saúde.